Fiscais do sistema eleitoral escolhem urnas a serem testadas em SP
Em audiência pública no plenário do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) na manhã deste sábado (29), as entidades fiscalizadoras do sistema de votação escolheram as 33 urnas eletrônicas a serem testadas no...
Das 33 urnas escolhidas, 27 serão levadas de todas as regiões do estado para o CCSP e as outras seis serão escolhidas dentre as 28 seções eleitorais da Unip – Paraíso, onde acontece o projeto-piloto com a utilização da biometria das eleitoras e eleitores do local que aceitarem participar. No primeiro turno, 178 pessoas contribuíram com o procedimento.
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O Teste de Integridade, que ocorre desde as eleições de 2002, é uma espécie de votação paralela à oficial em que se utilizam votos em cédulas de papel, preenchidas por representantes das entidades fiscalizadoras, que são posteriormente digitados na urna eletrônica. As cédulas preenchidas são colocadas em urnas de lona que são levadas aos locais da auditoria, onde permanecem em salas lacradas e vigiadas junto com as urnas eletrônicas.
No domingo, em cada urna eletrônica é digitado um número de votos correspondente a no mínimo 75% do quantitativo de eleitoras e eleitores registrados na seção eleitoral da máquina selecionada na véspera. A digitação é realizada por servidoras e servidores do Judiciário e do Ministério Público. Todo o processo é filmado e, ao final da votação, os resultados de ambas as urnas (de lona e eletrônica) são comparados, comprovando que são os mesmos. Os votos da auditoria não são contabilizados na eleição.
O presidente do TRE SP, desembargador Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia, afirmou que a audiência pública é mais uma prova da transparência do sistema eleitoral brasileiro.
“Reafirmamos a confiança em nossa justiça eleitoral, esse evento é uma prova da nossa transparência e estamos dando mais um passo para reafirmar a eficácia do nosso sistema.”
O desembargador Roberto Maia, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, destacou a importância da participação de todos nas eleições. “Os senhores representam as entidades mais importantes da nossa sociedade e sem os senhores aqui nós não teríamos a tranquilidade e a certeza de que essa eleição é feita por todos nós. A Justiça eleitoral é a gestora, não é dona da eleição”, afirmou Maia.
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