PM investigará vídeo publicado pelo 9º Baep de São José do Rio Preto
A Polícia Militar de São Paulo (PM) fará uma investigação sobre um vídeo no qual policiais militares aparecem em frente a uma cruz em chamas e erguendo os braços na altura dos ombros, gestos atribuídos à Ku Klux Klan,...
Na gravação há uma trilha que aparece com sinalizadores vermelhos e com a sigla do Batalhão de Ações Especiais da Polícia ao fundo. O vídeo foi publicado no perfil do Instagram do 9º Baep, de São José do Rio Preto, e retirado após a repercussão.
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“A corporação não compactua com desvios de conduta e reforça que qualquer manifestação que contrarie seus valores e princípios será rigorosamente apurada e os envolvidos responsabilizados”, diz a nota.
Para o advogado especialista em segurança pública e direitos humanos e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais, Ariel de Castro Alves, as imagens de fato remetem a fatos terríveis da história mundial, como o Nazismo na Alemanha e a atuação do Ku Klux Klan nos Estados Unidos.
“Símbolos que não condizem com a atuação policial, que deveria visar a proteção da sociedade e o combate à qualquer forma de discriminação, racismo, intolerância e violações de direitos humanos”, afirmou.
Na opinião de Ariel, todos os envolvidos no treinamento e o comandante do batalhão deveriam ser afastados enquanto o caso é apurado.
O advogado disse que apesar dos discursos e notas oficiais da corporação, é sabido que os treinamentos da PM e, principalmente, dos chamados batalhões de elite, são marcados por cantos e práticas de incitação e apologia a crimes e violência.
“Esse tipo de formação das polícias, principalmente militares, desde a escravidão e da ditadura militar, influi nos altíssimos índices de violência, letalidade policial e práticas racistas”, afirma.
Ariel Castro destacou a necessidade de o Ministério Público e da Corregedoria da PM tomarem providências efetivas, uma vez que são as instituições responsáveis pelo controle externo das atividades policiais.
“Os Baep atualmente são as tropas mais envolvidas em situações de violência e letalidade em São Paulo, atuando de forma similar à Rota. Esses fatos de agora não são isolados e sim estão inseridos numa conjuntura de escalada de violência policial em São Paulo nos últimos 2 anos”.
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