Brasileiras da Flotilha Global Sumud são detidas por forças israelenses a caminho de Gaza
Três cidadãs brasileiras que integravam a Flotilha Global Sumud foram detidas por forças israelenses em águas internacionais enquanto se dirigiam a Gaza. O incidente gerou uma nota conjunta de diversos países, incluindo o Brasil, que classificou a situação como "catastrófica".

Três cidadãs brasileiras que faziam parte da Flotilha Global Sumud (GSF) foram detidas e transportadas por forças israelenses nesta segunda-feira (18). As mulheres, identificadas como Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, são integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Elas foram interceptadas em alto-mar e estão sendo levadas para a Palestina ocupada.
Interceptação em Águas Internacionais
A interceptação dos navios ocorreu em águas internacionais, uma área que não está sob o domínio de Israel, seguindo um padrão observado em missões humanitárias anteriores destinadas a levar ajuda à população de Gaza. O movimento responsável pela flotilha afirma que 9 mil pessoas já foram presas de forma injusta em situações semelhantes, descrevendo a situação como um "quadro de terror" caracterizado pela violência de Estado.
Reação Internacional e Condenação
Em resposta ao ocorrido, o Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores do Brasil, divulgou nesta segunda-feira (18) uma mensagem conjunta com os governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. O comunicado classificou o sofrimento dos palestinos como "catastrófico" e a detenção dos ativistas como "arbitrária".
Os representantes dos nove países exigiram a liberação dos detidos e reforçaram a importância da obediência aos termos estabelecidos pelo direito internacional e pelo direito internacional humanitário. Os ministros também enfatizaram que os ataques repetidos contra iniciativas humanitárias pacíficas demonstram um desrespeito contínuo ao direito internacional e à liberdade de navegação.
Conclamam a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades legais e morais, garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações.
Outras Detenções e Repercussão
Entre os detidos, está também Margaret Connolly, que é irmã da presidenta da Irlanda, Catherine Connelly. A transferência forçada dos ativistas está sendo amplamente noticiada pela imprensa internacional. O Ministério das Relações e Comércio Exterior da Irlanda declarou que, em conjunto com a Embaixada do país em Israel, irá se envolver no caso para exigir a soltura imediata e garantir suporte aos cidadãos irlandeses afetados.
Com informações da Agência Brasil.
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