Nem tudo que é injusto é lawfare, mas toda prática de lawfare é injusta
A questão do lawfare não é somente uma questão que envolve a Justiça, e tem a ver, sim, com a injustiça, e atinge a todos os brasileiros.
Na visão dos Ativistas da Rede Pelicano Brasil de Direitos Humanos, a complexidade do emprego do termo “paridade de armas”, no âmbito da Justiça, pode encontrar no debate sobre as práticas de lawfare interessante argumento à pacificação e ao fortalecimento das instituições do sistema legal. Para a Ativista de Direitos Humanos Juliana Antonangelo, é preciso buscar a simplificação do debate, neste caso, equivale a um esforço de ampliação do entendimento de que a questão do lawfare não é somente uma questão que envolve a Justiça, e tem a ver, sim, com a injustiça, e atinge a todos os brasileiros.
Nesse sentido, para a Ativista Juliana Antonangelo, da Rede Pelicano Brasil de Direitos Humanos, nem tudo que é injusto é lawfare, mas toda prática de lawfare resulta em injustiça. Por isso, quando as garantias legais e a defesa dos direitos humanos são ameaçadas, o que fica mais nítido quando a Constituição do País não é respeitada, a injustiça é produzida objetivamente, assim como o lawfare. Por que isso acontece em todo o mundo e no Brasil já é possível observar um quadro epidêmico de contágio da Justiça pelo lawfare?
Para a Rede Pelicano Brasil de Direitos Humanos, a resposta à pergunta anterior está na paridade de armas. No lawfare, as forças que potencialmente têm o poder e até o dever de mover a sociedade para um futuro mais justo, assumem a posição de dosar esse desenvolvimento, de forma não progressista e conforme as suas prerrogativas. Essas forças têm dominado o cenário brasileiro, em todos os poderes da república. Por outro lado, para os ativistas da Rede Pelicano Brasil de Direitos Humanos, começam a surgir diversos casos e pessoas lideradas pelo inconformismo com as injustiças que são perpetradas no presente e planejadas para o futuro. Juliana Antonangelo, analisando o fenômeno do lawfare vem verificando o surgimento desses grupos e movimentos que se veem, inicialmente, enfraquecidos, tanto pelo abuso de poder e de autoridade, como também, pela ausência de paridade de armas.
Na visão da Rede Pelicano Brasil de Direitos Humanos, é preciso de reformas no sistema de justiça e no controle externo das instituições da República, sob pena de o lawfare avançar como um tanque de guerra sobre o território onde se nota, de um lado, a ausência do Estado e de suas instituições, do outro lado, o abuso de poder e de autoridade, que vai esmagando direitos e eliminando inimigos estratégicos pelo caminho.
Continue lendo
Mais desta editoria
Direitos HumanosCacique Raoni Metuktire apresenta melhora clínica em UTI no Mato Grosso
Direitos HumanosBrasileiras da Flotilha Global Sumud são detidas por forças israelenses a caminho de Gaza
Direitos HumanosGoverno institui política nacional de combate ao abuso de crianças e adolescentes
Comentários (0)
Ainda não há comentários aprovados neste post.
