Aldeia Bananal, em Aquidauana/MS, recebe o Juizado Especial Federal Itinerante Indígena
O objetivo do projeto é levar os serviços prestados pela Justiça Federal e instituições parceiras a locais distantes dos fóruns e de difícil acesso aos jurisdicionados.
O Juizado Especial Federal (JEF) iniciou a segunda etapa de atendimento itinerante na Aldeia Bananal, em Aquidauana/MS. A juíza federal Monique Marchioli Leite, diretora do Foro da Seção Judiciária de Mato Grosso do Sul (SJMS), destacou a importância da inclusão e da atenção aos povos indígenas.
O coordenador regional da Funai, Elvisclei Polidorio, disse que o JEF Itinerante é uma demonstração de que a Justiça Federal está atenta às necessidades dos povos indígenas. Ele afirmou que o mutirão é um trabalho que traz resultados positivos para as comunidades indígenas, pois as pessoas ficam felizes por terem seus direitos garantidos.
Além da Justiça Federal, participam do evento o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Funai, a Defensoria Pública da União (DPU), a Defensoria Pública Estadual (DPE), a Advocacia Geral da União (AGU), o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, o Instituto de Identificação Gonçalo Pereira, a Prefeitura de Aquidauana/MS e assistência social. A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) também atua no projeto, promovendo atendimento à população por estudantes de Direito.
O professor da UFMS Aurelio Tomaz da Silva Briltes ressaltou os benefícios do mutirão. “Esta é uma realidade nova para nós, tendo em vista que os indígenas têm dificuldade para obter a declaração da etnia nos documentos. É uma experiência excelente, uma grande oportunidade para conhecermos a cultura e forma de expressão que eles utilizam.”
A Defensoria Pública da União (DPU), representada pelos defensores públicos federais Wembley Alejandro Garcia Campos, Silvio Rogério Grotto, Célio Alexandre John e Joseph Bruno dos Santos Silva, ressaltaram a importância do programa em levar serviços públicos para as comunidades indígenas e garantir o acesso aos direitos fundamentais dessa população. A distância entre as aldeias e a cidade é grande, dificultando o deslocamento dos moradores para realizarem serviços básicos, como a emissão de documentos. Sem esses documentos, as pessoas indígenas ficam impossibilitadas de exercerem seus direitos, como o voto, o acesso à saúde, à educação e aos direitos previdenciários, como salário maternidade, benefício de prestação continuada (BPC/LOAS) e aposentadoria.
Notícia relacionada
Continue lendo
Mais desta editoria
Estado Brasileiro Pede Desculpas e Anistia Sindicato dos Metalúrgicos de SP por Perseguições da Ditadura
Direitos HumanosCacique Raoni Metuktire apresenta melhora clínica em UTI no Mato Grosso
Direitos HumanosBrasileiras da Flotilha Global Sumud são detidas por forças israelenses a caminho de Gaza
Comentários (0)
Ainda não há comentários aprovados neste post.
