Melhores do breaking mundial competem no RJ, de olho em Paris 2024
O Rio de Janeiro será palco a partir desta sexta-feira (14) de uma das mais importantes competições do circuito mundial de breaking, que estreará como esporte olímpico nos Jogos de Paris 2024. Pela primeira vez o...
Organizada pela Federação Internacional de Dança Esportiva (World Dance Sport Federation- WDSF), a competição é uma das que mais pontuam para o ranking mundial, que será fechado no fim do ano: os 14 primeiros colocados em cada gênero (feminino e masculino) avançarão à disputa classificatórias olímpica em 2024. Também chamada de Olympic Qualification System (OQS), a classificatória distribuirá 14 vagas para os Jogos de Paris. Além de brasileiros, o evento reunirá atletas dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China, França, Países Baixos, Ucrânia, Espanha, Cazaquistão e Colômbia.
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“Depois do Mundial e do Continental da categoria, que dão vaga direto [para Paris 2024], os World Series são as principais etapas de ranqueamento para B.Boys e B.Girls que querem estar em Paris em 2024 e o Brasil vai sediar um deles. Estamos muito felizes pelo privilégio de receber em casa este evento e os atletas mundiais em busca do sonho olímpico e, claro, torcendo muito para o nosso Time Brasil”, afirmou José Bispo de Assis, diretor técnico de breaking do Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD).
Seleção brasileira
O Brasil terá seis atletas (masculino e feminino), entre 19 e 35 anos de idade, na luta pelo título na etapa do Rio. Entre os B-Boys estão o paulista Luan San (campeão brasileiro), o paraense Leony, e o mineiro Rato EVN. Na disputa feminina, a seleção conta com a mineira Nathana, a paraense Mini Japa e a paulista Toquinha.
“Estar neste campeonato é muito importante para mim, pois estou representando um grupo, a comunidade onde eu moro, o Brasil. É uma chance que tenho para mostrar o resultado dos meus treinos. Vou para cima para buscar os pontos que preciso para estar [nas classificatórias] de 2024”, projeta a B-Girl Toquinha, que conheceu o breaking por meio em projeto social, em Perus, distrito localizado a cerca de 27 quilômetros da capital paulista.
De olho em Paris
Depois do êxito brasileiro na estreia do skate e do surfe na Olimpíada de Tóquio - no mar asiático o país faturou ouro com Ítalo Ferreira, e nas pistas foram duas pratas com Rayssa Leal e Kelvin Hoefler – não parece irreal a expectativa por medalha no debut do breaking nos Jogos de Paris.
Os Jogos terão apenas 32 atletas (homens e mulheres) da modalidade. Cada comitê olímpico nacional terá direito a apenas quatro vagas (duas por gênero). O principal critério para o atleta brigar por uma vaga olímpica do breaking em Paris é ter nascido até 31 de dezembro de 2008.
Além das etapas do Breaking for For Gold Series que valem pontos para o ranking – confira a programação deste ano – a definição das vagas ocorrerá em três competições. O campeonato mundial - entre 23 e 14 de setembro, na Bélgica – dará duas vagas, uma por gênero, aos vencedores. Já os campeonatos continentais (africano, europeu, asiático, Jogos Pan-Americanos e Continental da Oceania) definirão outras 10 vagas. Por fim, a última chance de B-Boys e B-Girls carimbarem o passaporte rumo aos Jogos de Paris será na classificatória – o Olympic Qualification System (OQS) – no primeiro semestre de 2024, que distribuirá 14 vagas.
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