ATAQUES A ATIVISTAS DE DIREITOS HUMANOS

Marrocos deve parar de atacar Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas que defendem questões de direitos humanos relacionadas ao Saara Ocidental e permitir que trabalhem sem represálias, disse Mary Lawlor, relatora especial da ONU.

Lawlor destacou os casos dos defensores de direitos humanos Naâma Asfari e Khatri Dadda, que estão detidos desde 2010 e 2019, respectivamente, e cumprem penas de 30 e 20 anos.

“Os Defensores dos Direitos Humanos que trabalham em questões relacionadas aos direitos humanos no Marrocos e no Saara Ocidental não apenas continuam sendo injustamente criminalizados por suas atividades legítimas, como recebem sentenças de prisão desproporcionalmente longas e, enquanto presos, são submetidos a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes – tortura”, disse Lawlor.

Lawlor também se manifestou contra “o ataque sistemático e implacável aos defensores dos direitos humanos em retaliação por exercerem seus direitos à liberdade de associação e expressão para promover os direitos humanos no Saara Ocidental.

a Ocidental.

Ela destacou o caso da Defensora de Direitos Humanos Sultana Khaya e sua família, que estão impedidas desde novembro de 2020 de deixar sua casa em El Aaiún. 

Sultana Khaya é presidente da Liga para a Defesa dos Direitos Humanos e Proteção dos Recursos Naturais em Bojador e trabalha pelos direitos das mulheres e os direitos de autodeterminação no Saara Ocidental.

Lawlor também expressou preocupação particular com o aparente uso de violência e a ameaça de violência para prevenir e obstruir mulheres defensoras de direitos humanos em suas atividades pacíficas de direitos humanos.

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